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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eu poderia escrever sobre as perdas mais idiotas como as perdas de amor.

Mas não escrevo porque simplesmente não quero.

Estou de luto.
Isto sim é dor.

O que há Dentro do meu Coração

Acendi um cigarro
E ainda sob efeito da erva
Eu resolvi me massacrar
"E a tua historia eu não sei"
Acabei de senti-la ao meu lado
"Um amor tão puro que nem sabe a força que tem..."
De primeira começo a escrever rápido, errado, faltando letras
Para não perder esse raciocínio louco
Do meu suicídio
Me suícido sem sequer ter morrido
"Um amor puro"
Ouvir a música do Djavan
A nossa música... e senti-la
Como se você já estivesse seguido para outro plano
E estivesse aqui ao meu lado
A tua alma.
Sua presença é sentida
No timbre de voz do cantor
Escrevo sem sequer olhar a tela
Digito e, enter; digito e, enter.
Poderia agora deixar um erro sem correção
Para que confirmasse  o que digo
Uma música tão inocente e totalmente real
Você, não poderia ter escolhido melhor.
Mas ela fala do meu sentimento
E não do seu pois, afinal
Onde está você agora?
Porém não há lágrimas
"Meu amor eu juro
Ser teu e demais ninguém."
Verdade, e assim estou
Mesmo que não estejas mais ao meu lado.
"Mas me diga só o que foi bom."
Vivi sim uma grande história...

domingo, 21 de outubro de 2012

Olhe a chuva já vem.

Olhe a chuva já vem
E vai levando tudo embora
E vai lavando a alma de quem já foi embora.

Olhe a chuva já vem e vai levando o meu amor
E vai deixando pelo ar
O cheiro de terra molhada.

Palavras nem adiantam mais
Agradecimentos menos ainda
Mas ainda assim é bom dizer
Que tudo o que você me deixou
Foi embora com o navio que você embarcou
E junto com a chuva que com ele chegou.

Olhe a chuva já vem
Vai levando o meu amor
Palavras e agradecimentos
Tudo a chuva levou
Não há nada a se dizer
Mesmo que eu quisesse dizer
E se você vai voltar
Os anjos é quem vão falar.

Olhe a chuva já vem
Os horizontes vão escurecendo
Palavras vão ficando perdidas
Ofuscadas pela neblina da noite.
Olhe, a chuva já vem
Já tirou ela de mim
Será que ela volta com o nascer do sol?

Olhe a chuva já vem
Vai levando o meu amor
Palavras e agradecimentos
Tudo a chuva levou
Não há nada a se dizer
Mesmo que eu quisesse dizer
Mas será que ela volta com o nascer do sol?

Olhe a chuva já vem
Vai levando o meu amor
Palavras e agradecimentos
Tudo a chuva levou
Não há nada a se dizer
Mesmo que eu quisesse dizer
E se ela vai voltar
Os anjos é quem vão falar.



O Sofrimento

Ela me faz tão bem....
A presença ou a simples certeza da presença
Abro os meus olhos e vejo uma luz no fim desse túnel.
Apesar da luz que emana lá no final, ainda sinto que há muito a percorrer na escuridão.
Eu não to conseguindo entender o andamento das coisas
E me sinto presa, embaraçada como numa teia .
Eu juro que queria ser normal, eu preciso aprender a ser normal
Mas o sofrimento me cai tão bem.
Ser como os outros e somente deixar a vida me levar mesmo que no escuro
Olhar seus olhos,sua boca, deseja-los e , assim como você, simplesmente
Deixar pra lá.
E eu tento disfarçar para mim mesma
Convencer a mim mesma...
Que tristeza !
Pobre covarde e seu medo do que irão pensar
Mas aquela voz me diz e me segura e às vezes me repreende
Será minha conciência? Ou um amigo chato e tagarela?
Então, eu quero lhe dizer agora meu amigo mesmo morrendo de medo de você :
"Me deixe viver e traga ela para mim."
Mesmo que uma única vez
Mesmo que eu sofra...
Não me proteja mais. Tenho aversão a superproteção
Para que correr do sofrimento ?
Se ele sempre me procura
É... o sofrimento me cai como uma luva e até uma roupa de gala
Me cai tão bem.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Eu confesso

Eu confesso
Ás vezes eu gostaria de ser como todo mundo
Não se importar com nada
Se rebaixar,aceitar tudo
Tudo de cabeça baixa.

Não ter reação
Não ter vontade
Ser como papai e mamãe quer.
Seguir a ditadura televisiva
Sem sequer notar isso.

Eu confesso
Você abriu minha mente
Me fez enxergar coisas que,
Eu confesso
Não gostaria de saber.

Eu confesso
Não queria ter tanta sabedoria
Minha inteligência me esmaga nessa selva ignorante
Fico sem rumo porém, sem fronteira.

Eu confesso
Eu quero minha "burrice" de volta
Talvez assim eu viva mais feliz
Mais conformada,mais limitada
Mais idiotizada como todo mundo é
Pois assim as coisas seriam mais fáceis.

Eu confesso
Ás vezes ser diferente faz diferença sim
Eu não queria ser menos uma
Queria mesmo era ser mais uma pois,
A minha alma e o meu eu
Não cabem neste mundo.

domingo, 23 de setembro de 2012

Navio de prata

Eu embarquei no sonho
Eu embarquei na ilusão
De navegar ao seu lado
Onde quer que você fosse.

E realmente foi assim
Enquanto estávamos juntos
Mas de repente você me lançou ao mar.

E agora você está em seu navio de prata
E eu no meu barco de papel
Que se desfaz ao tocar o mar.

Nunca pensei qe um dia eu iria embora
Na verdade eu não fui
Você me deixou
Me deixou sozinha nesse mar.

E agora só me resta cair indefeza nesse azul
Você segura e calma navega em seu navio de prata
E eu lânguida em meu barco de papel
Que se desfaz ao tocar o mar.

Dezembro

Eu bebi todo o Wisk da garrafa
Mas não foi o bastante pra esquecer a dor.

Tentei esquecer
Tentei reconhecer
Um erro que eu jamais cometi.

Se um dia você encontrar alguém perfeito
Conte a esse alguém que um dia
Eu tentei ser como ele
E disso só me restou dor.

Mas nada melhor do que o tempo
O tempo é descanso o tempo é resposta
Nenhuma dor durará para sempre
Mas enquanto durar estarei mais forte.

Me deleito na lama, no corte na ferida
E gozarei da tua eterna agonia
Em nunca encontrar o que realmente lhe guia.

Nenhuma dor dura para sempre
E talvez em dezembro tudo se resolva bem
Tudo se resolva bem.
Tudo ficará bem.

Você tem uma forma sincera de mentir
Um doce amargo que nem féu
E esse dulçor adoça meus lábios
Me fazendo cair em desgraça.

E tudo o que passou de fato não passou
Está guardado aqui dentro como em um cofre
Onde só eu e você temos a chave.

Mas tudo tem data para acabar
Como qualquer coisa na vida
Em dezembro é o fim de tudo
Eu já marquei com os demais.

Nenhuma dor dura para sempre
Não se pode deixar durar
Talvez em dezembro tudo se resolva bem
Eu já marquei com os demais.

Talvez no final do ano quando se for minha vida
Talvez no final do ano tudo se acabará junto com a minha vida
Sim,em Dezembro...
Não voltarei atrás.

Da solidão onde descanso.

Estou me sentindo sozinha
E a pior solidão que existe é aquela em que você sabe que não está sozinho em seu exterior
Mas está completamente deserto no seu interior.

Uma solidão doentia
Infinita e ,as vezes, até prazerosa
Aquela que me dá gozo e quem sabe redenção.

A voz que era um consolo é agora a foice
Que me seifa dos jardins babilônicos e me joga na Gomorra heróica em seus prazeres
Os Deuses estão lá mas eu não tenho a credencial.

Esperem,Oh Senhores da vida
Me deem metade da bebida do teu cálice
Me lavem com banhos de ervas.

Me deem frutos ,cogumelos
Me abram as portas da sanidade
Me deixem nadar em seu Nilo
Estou cansada deixe-me descansar
Nos braços protetores da Deusa felina.