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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo!

Um pedaço de mim foi embora.
Chora.
Chora coração que não sabe como voar

Chora
De solidão e agonia
De desespero e vigança
De absurdos e ilusões

Na virada do ano
Assistindo aos fogos de artifício
Eu arrumo artifícios para te ver

Chora
Peito ardente
Coração desalado
Alma ferida , sofrida , deprimida.
A ausência é garantida.
Versos que você nunca irá ler
Mas a ilusão permenece.
Quem sabe um dia...

Palavras não ditas em minha boca
Tudo pronto para eclodir em belos poemas
Feitos para te presentear.
E próprios para me redimir.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Agonia

São tantos sentimentos que mal consigo me concentrar
Essa dor e essa ausência terrível me castigam a alma
Você consegue realmente me castigar sem sequer notar.
Me castigas porque te amo.

O choro me queima a garganta
Sinto que as minhas forças se vão.
Em algum momento eu desmorono.

Hoje tenho a certeza de que aqui no RJ nunca poderei te esquecer
Aonde quer que eu vá é lá que eu gostaria de estar com você.

Quando tento me afastar é quando mais eu quero estar perto
Quando quero te esquecer eu te sinto em meus sonhos
Sinto , vejo e escuto coisas que você jamais me disse.

Me alimento das lembranças e das fantasias pois, esse é o meu pão .
Se não me alimento deste pão que me mata me condeno à morte do mesmo jeito.





Quer saber como me sinto ?
Eis aqui como eu me sinto:
Esperando o fugaz torpor do querer
Aguardando a quem não vem mais.

Na fila interminável dos amores colecionáveis
Espero para me matar de morte.
Escrevendo sobre palavras desconexas
Os delírios da Cannabis e do violão.


Invited

Não mais me permito me deliciar em delírios vãos.
Não mais me permito desfrutar dessas horas indesfrutáveis
Não mais me permito desfrutar da tristeza e do silêncio.

Meu abrir de olhos , hoje, não é mais o mesmo.
Ao dormir me lembro que tu podes
Ao acordar me lembro que tu sabes
Ao viver me lembro que você a tudo vê e a nada se importa.

Na tela do celular posso ver a tua alegria
Na minha tela o lamento eterno de um amor sem esperanças
Mas agora quem manda sou eu.
Pobre de mim pensar assim.

Vou viver e sobreviver  
Me rastejando pela vida                     
Sem aceitar os seus convites
Convites para a falta de paz.